Tel: +32 (0)68.55.14.82
Fax: +32 (0)68.56.89.40

Ceruloplasmina

A ceruloplasmina é, na sua maioria, sintetizada pelas células do parênquima do fígado. Esta proteína é uma α-2-globulina contendo aproximadamente 95% do cobre existente no soro. Cada molécula de ceruloplasmina contém entre 6 e 8 átomos de cobre. É por isso que antigamente se considerava que a única função da ceruloplasmina era o transporte deste ião. Entretanto, foi demonstrado que a ceruloplasmina tem um papel importante na regulação do estado iónico do ferro: ao oxidar o ferro ferroso em ferro férrico na superfície das células, a ceruloplasmina permite a incorporação do ferro na transferrina sem formar um composto tóxico.

A ceruloplasmina é frequentemente doseada para o diagnóstico da doença de Wilson, na qual os níveis de ceruloplasmina são drasticamente baixos. Podem igualmente ser detetados níveis baixos de ceruloplasmina em caso de malnutrição ou de absorção deficiente do cobre. 

Os níveis de ceruloplasmina podem aumentar em caso de gravidez ou toma de contracetivos orais. Além disso, a ceruloplasmina é uma proteína tardia da fase inflamatória; os seus níveis aumentam entre 4 e 20 dias após uma fase inflamatória.